Saturday, March 04, 2006

_sem título_bandolins

Como se fosse um barco
imenso e naufragado
nas profundezas
de um mar sem fim

Como se fosse o mar
infinito indecifrável
perdido e encontrado
na exaustão de amar

Como se fosse um laço
frouxo e cegado
nos corações acorrentados
iludidos por um sim

Como se os meus olhos
fossem escoados
impedidos e negados
de algumas lágrimas derramar

Como se aquele retrato
na madeira já talhado
desmentisse a história
dos Deuses e Deusas
e principalmente, de mim.

Bruna Ribeiro.

Thursday, December 22, 2005

Se ocê quisé
a gente foge de casa
sarta a janela
pula na manha
tamanha façanha.

O mestre mandô
equilibrá na corda bamba
e pintá lá no barraco
uma varanda.

O sór vai raiá
a chuva vai moiá
o solo da gente toda
esturricado de tanto azar

Se ocê quisé
nóis foge daqui
chora não, muié dengosa.

"Olha aí, é o meu guri!"

Bruna Ribeiro.

Wednesday, December 21, 2005

_TOILET_
por Bruna Ribeiro e Vivian Toledano.

O que NUNCA calará:Onde estão os HOMENS deste mundo?!

Bruna:"Não se fazem mais homens como antigamente". Verdade?

Vivian:A mais absoluta dos últimos tempos! O incrível é que eu me pergunto todos os dias, onde foi parar o "H" ?! rsrsrs

Bruna:rsrsrs...ok...então diríamos que...os Omens de hoje em dia, são menos machos que as mulheres?(generalizando)

Vivian:AUAUHAHAUHAUH! Desculpa-me tive q rir!Diríamos que eles mostraram o REAL lado da moeda, afinal como dizem mesmo?! Ah! A liderança é sempre do mais forte. rsrsr

Bruna:O jargão "matcho man", no contexto atual, é cômico ou trágico????

Vivian:Ahauhuaha essa é uma impassibilidade indecifrável! Diria que ambos! Mas a grande questão é: não estamos a caça de um homem que nos jogue na parede e chame de lagartixa! E nem de deuses do Olimpo! Apenas o Puro Homem - cavalheiro, amável, respeitável, até mesmo um pouco cômico! Auhauha porque diria que trágico..bom..sempre pecam em algo!

Bruna:Abrir e fechar e chamar de gaveta, também não?

Vivian:Absolutamente! Apesar de acharem sempre que são a chave pra todas as nossas necessidades. rsrsrs Os homens de hoje não ENCANTAM entende...e n fazem o MÍNIMO esforço pra o fazerem. Vêem as mulheres como...”números-mulheres”.

Bruna:Esquecem que a conquista é diária, e se acomodam mais facilmente que as mulheres. Mas homem é um mal necessário?

Vivian:Não importa o quanto você dê de si SEMPRE vai ser trocada. Típico daquilo..como é mesmo?! Ah! A FILA anda! Sim, é necessário sim! Só que os de H, claro!

Bruna:Atrás de um grande Homem, há uma grande mulher???

Vivian:Sempre. Apesar de fecharem os olhos pra isso. Mas não sendo injusta - há os que ainda reconhecem.

Bruna:Certamente...os Homens...não os "omens"...rsrsrs

Vivian:Rsrs

Bruna:Alguns gays são mais Homens que héteros????

Vivian:Certamente! Já reparou que são os atendentes mais agradáveis nos shoppings! Eu por exemplo adoro ser atendida por um! Eles sempre dizem a verdade.Um gay NUNCA engana uma mulher! Esteja certa disso!

Bruna:Os gays são mais cheirosos?

Vivian:Não posso generalizar, mas a GRANDE parte sim! Porque se preocupam com a aparência. Não é uma questão de "bichisse" e sim de cuidado próprio! E os admiro muito por isso!

Bruna:A culpa dos homens serem assim ou assado, é das mulheres?

Vivian:Afirmo com absoluta convicção que em grande parte sim!Eu só queria ver..o dia em que todas renunciassem a presença masculina por 1 mês!A humanidade ia a loucura!hauahuha.Mas também digo que há desleixo da parte deles também...em menor escala mas há!

Bruna:Certo. Homem trai mais que mulher?

Vivian:Sim. Com certeza sim.

Bruna:Fisiológico ou criação?

Vivian:Ambos. Há homens que não sabem como tratar uma mulher, porque nunca teve nenhum valor dentro de casa, fora não seria diferente.

Bruna:Certamente, os homens já são criados para serem os provedores, os fortes, que não choram, pegam e não se apegam...e isso impõe uma condição de onipotência, mas acredito (e espero) que mude, pois o contexto social está mudando também. As mulheres trabalham e conquistam uma independência financeira e emocional, mas não podemos nos esquecer que são elas quem criam os homens.

Vivian:Provedores? Fortes?...a maioria nem ao mesmo consegue dizer....a verdade. Onde está tal fortaleza?! Onde está... o ...sentir..o puro e inigualável..sentir?!

Bruna:Exatamente, não são criados para sentir, ou não eram criados para sentir, ou o sentir se manifesta de maneira diferente, enfim. O fato é que nós somos tratados da maneira que permitimos ser, mulheres independentes também é exceção, a sociedade inteira vive num permanente estado de comodismo.

Vivian :E assim...perde-se a cada instante...toda a delicadeza..do mundo.

Bruna:Pois é. Depois dessa acho que vou mascar umas gomas vermelhas para tentar achar soluções dos problemas futuros.

"Deus nos ajude a aceitar as coisas do mundo que nunca vão mudar" São Francisco de Assis

Thursday, October 13, 2005

uma vez
uma vala
uma foz
uma vez uma bala
uma fala uma voz
uma foz uma vala
uma bala uma vez
uma voz
uma vala
uma vez

Augusto de Campos

Reflexão:
Uma vez
a palavra
de voz aguda
gritava
Uma vez
aquela arma
combateu os estudantes
a liberdade massacrada
Era uma vez
a foz em delta
a foz seca
a foz pobre
a toda fome
Era uma vez
o subhomem
subnutrido
Oh...submundo
sujismundo
mundoooo
mudo!
Era uma vez
um povo brasileiro
carente
sem governo
É a vez
que a liberdade não proíbe
a liberdade é a escolha
permite!
Escolheremos pelo bem
sempre vida
mas com a própria consciência
aquela que não limita
Queremos educação
queremos aprender porque sim
ou porque não
Queremos negar a violência
não pelo juíz
ditadura na essência
mas pelo coração!
Bruna Ribeiro.

Tuesday, October 04, 2005

-Homem de azul_


Estava eu, há pouco, lendo um artigo crítico ao cenário político brasileiro, quando ouvi uma voz gritando na rua incessantemente. Aquelas palavras misturavam-se a uma indignação típica da embriaguez de um povo sem governo.
As frases confusas não permitiram que eu entendesse a idéia por completo, mas certamente, aquele homem estava em um grande transtorno emocional, transtorno conseqüente da sua força ou fraqueza de encarar o mundo sorrateiramente.
Os carros passavam em velocidade normal, mas reduziam ao notá-lo tentando atravessar a rua de frente, de esguelha, de todos os lados. O mais incrível é que sempre e finalmente, aquele homem de azul voltava para o mesmo lado da rua, a mesma calçada.
Não sei exatamente para quem eram aqueles berros, mas senti, mesmo sem querer, que aquilo lá era para mim! Alguém estava embaixo da minha janela gritando palavras não muito agradáveis a um ouvido acostumado com poesias. Contudo os meus olhos nunca me enganaram porque eu sempre quis ver! A visão que me refiro não é a física, mas sim a visão da alma, aquela que nós escolhemos o grau.
Então, depois de receber altas doses de realidade, vibrei quando o homem conseguiu atravessar a rua. Na expectativa e até curiosidade de saber o depois, imaginei que ele estava indo para casa. Agora, se a casa é um lar!? Eu não sei!

Bruna Ribeiro.

Tuesday, September 27, 2005

_Estaremos matando a língua portuguesa_

Ontem, vinte e cinco de setembro de dois mil e cinco, em pleno domingo, meus ouvidos foram cruelmente atacados por um verdadeiro genocídio à língua portuguesa. Com certeza, os falecidos gramáticos reviraram-se no túmulo, assim como suas queridas herdeiras (As Gramáticas) enfartaram fulminantemente! Aí, já era!
Se por acaso ainda houvesse alguma dúvida de que o nosso sistema de ensino precisa urgentemente de uma reforma e que as nossas mentalidades precisam de uma lavagem, certamente essas seriam sanadas em um único instante. No instante em que eu, Bruna (que graças aos astros não vai com as outras) entrou numa sala de aula para fazer o ENEM.
Então vocês me perguntam: - Porque “Bruna que não vai com as outras?”
E eu vos respondo: - Porque na sala 20, ao final do corredor, havia o maior número de Brunas juntas já visto em toda a minha vida, não que isso seja um aspecto negativo, pelo contrário, as Brunas costumam ser adoráveis (e morenas – como diz a morfologia do nome); mas uma, para a vergonha da classe, chamou-me a atenção. A menina era loira (destacando que tal adjetivo nunca honrou tanto à lenda) e enquanto o inspetor conferia os meus documentos, ela atravessou a sala de aula como se estivesse no fashion week e perguntou baixinho, “pagando de gatinha”: “- Pode estar indo no banheiro!?”
Então, paralisada, eu concluí que ela pode sim estar indo no banheiro, pode estar se afogando no vaso sanitário para não estar recebendo a nota da sua redação!

Tuesday, September 20, 2005

_O jogo de um palhaço_


Quando a chuva bate na janela
é que o meu coração voa
e eu tô a toa, meu amor!
eu tô a toa!

É sensação de amor e paixão
que por instante
traz-me uma imensa solidão
Eu tô a toa, meu amor!
eu tô a toa!

Com vontade de chorar
lágrimas inspiradas
nessa chuva seca
que tanto agrada

Afaga a dor!
Apaga o fogo!
Afoga a mágoa!

Faz-me rir, oh palhaço!
Sem cambalhotas
sem malabares

Me seduza novamente
e diga que não foi mentira
esse seu jogo de olhares.

Bruna S.S.Ribeiro de Souza.